you've made ​​someone smile?

muuito liindo seu tumblr *-*

asked by luuanamonteiro

obrigado :’) haha

Capítulo XLII – Sorriso azul francês.
  Na escrivaninha dele havia peões, torres, cavalos, bispos, ele (rei) e ela (rainha). Lado a lado, ambos sobre a linha negra que formava o quadriculado branco e preto do tabuleiro. Haviam as peças brancas e as pretas para escolher. Escolheu as pretas, tinha uma atração maior por cores densas que lembravam seus sentimentos intensos, suas raízes naturais, a “Mama África” como diria Chico Cesar, e a lembrança mais marcante, os olhos dela. O único tom calmo que o agradava era o azul, fosse por carregar as estrelas e as nuvens no céu ou por carregar o significado de liberdade na bandeira francesa. Ela tinha o sonho de conhecer Paris, ele tinha o sonho de tornar os sonhos dela em realidade.
  Voltemos ao jogo de tabuleiro. Era um jogo com um objetivo diferente do traçado pelos criadores  e que todos seguiam, sua vida era diferente da que os outros planejavam, não começaria a ser igual a todos em um jogo de xadrez. Ao invés de colocar o rei inimigo em xeque-mate, seu objetivo era impedir que qualquer peça fizesse o rei ou a rainha se movimentarem. Quando os ponteiros do relógio apontavam mais de quarenta minutos de jogo, restavam no tabuleiro o casal, duas torres e o rei inimigo. Via aquela configuração no tabuleiro e percebia que era possível conseguir passar por todas as dificuldades. Sorriu um sorriso azul francês ao dizer “Xeque-mate”.

Capítulo XLII – Sorriso azul francês.

  Na escrivaninha dele havia peões, torres, cavalos, bispos, ele (rei) e ela (rainha). Lado a lado, ambos sobre a linha negra que formava o quadriculado branco e preto do tabuleiro. Haviam as peças brancas e as pretas para escolher. Escolheu as pretas, tinha uma atração maior por cores densas que lembravam seus sentimentos intensos, suas raízes naturais, a “Mama África” como diria Chico Cesar, e a lembrança mais marcante, os olhos dela. O único tom calmo que o agradava era o azul, fosse por carregar as estrelas e as nuvens no céu ou por carregar o significado de liberdade na bandeira francesa. Ela tinha o sonho de conhecer Paris, ele tinha o sonho de tornar os sonhos dela em realidade.

  Voltemos ao jogo de tabuleiro. Era um jogo com um objetivo diferente do traçado pelos criadores  e que todos seguiam, sua vida era diferente da que os outros planejavam, não começaria a ser igual a todos em um jogo de xadrez. Ao invés de colocar o rei inimigo em xeque-mate, seu objetivo era impedir que qualquer peça fizesse o rei ou a rainha se movimentarem. Quando os ponteiros do relógio apontavam mais de quarenta minutos de jogo, restavam no tabuleiro o casal, duas torres e o rei inimigo. Via aquela configuração no tabuleiro e percebia que era possível conseguir passar por todas as dificuldades. Sorriu um sorriso azul francês ao dizer “Xeque-mate”.

Capítulo XLII – Ela é doce, ele é amargo.
  Mesmo após com o episódio dos vultos tendo um fim, nenhum deles conseguiu criar coragem suficiente para deixar para sair do quarto, a porta era uma barreira que aparentava ter guardas e uma trincheira que lutava veemente para prendê-los nas ilusões, cada soldado empunhava a solidão que existia mesmo no calor de abraços imaginados. Ambas as trincheiras foram vencidas rapidamente, e ambos os corações tomados por uma vontade de fazer algo inusitado. Ela ligou para ele, encontrar-se-iam na casa dele ao anoitecer, e já tinham decidido o que fazer, ela nunca havia bebido, dele já não podia se dizer o mesmo. Não julguem-nos de forma errada, eram jovens, carregavam para todo lugar essa necessidade de fazer algo que os mais maduros julgavam errado, e que um dia eles também julgariam. Chegou na casa dele com algumas latas de Coca-Cola, aparentava ter se arrependido, ele serviu-se de uma pequena dose de whisky, enquanto  conversavam. A pequena garrafa com o nome “Jack Daniel’s” despertou a curiosidade dela, pegou o copo e ingeriu um gole tímido, mas que não a agradou. Decidiram misturar a Coca-Cola com o whisky, ela despejava o refrigerante na dose já preparada anteriormente, naquele momento o líquido no copo era como eles, misturado, não se distinguiam. Ela era doce, para amenizar o gosto um tanto quanto amargo da natureza determinada dele.

Capítulo XLII – Ela é doce, ele é amargo.

  Mesmo após com o episódio dos vultos tendo um fim, nenhum deles conseguiu criar coragem suficiente para deixar para sair do quarto, a porta era uma barreira que aparentava ter guardas e uma trincheira que lutava veemente para prendê-los nas ilusões, cada soldado empunhava a solidão que existia mesmo no calor de abraços imaginados. Ambas as trincheiras foram vencidas rapidamente, e ambos os corações tomados por uma vontade de fazer algo inusitado. Ela ligou para ele, encontrar-se-iam na casa dele ao anoitecer, e já tinham decidido o que fazer, ela nunca havia bebido, dele já não podia se dizer o mesmo. Não julguem-nos de forma errada, eram jovens, carregavam para todo lugar essa necessidade de fazer algo que os mais maduros julgavam errado, e que um dia eles também julgariam. Chegou na casa dele com algumas latas de Coca-Cola, aparentava ter se arrependido, ele serviu-se de uma pequena dose de whisky, enquanto  conversavam. A pequena garrafa com o nome “Jack Daniel’s” despertou a curiosidade dela, pegou o copo e ingeriu um gole tímido, mas que não a agradou. Decidiram misturar a Coca-Cola com o whisky, ela despejava o refrigerante na dose já preparada anteriormente, naquele momento o líquido no copo era como eles, misturado, não se distinguiam. Ela era doce, para amenizar o gosto um tanto quanto amargo da natureza determinada dele.

Capítulo XLI – O coração tocava mais alto que o piano.
  Passaram-se as horas e ele ainda tinha sua cabeça presa nos passos daquele tango que era uma mescla de dor e sorrisos, junto com a voz doce e ensurdecedora do vulto. Queria mais. Buscava em casa canto do quarto algo que o fizesse reviver aquele momento, buscava com o mesmo desejo de quando abria a garrafa térmica que continha o café morno tão apreciado. Não encontrou nada.
  Passaram-se as horas e ela permanecia na cama observando à única parede sem móveis do quarto que tivera servido de fundo para a orquestra executar a melodia que a prendia no quarto e ainda ecoava pelos móveis. Manteve-se estática, não era preciso se mover para escutar a sequência de notas do piano, do violino e dos outros instrumentos. Seu cérebro queria se perder entre as notas musicais, seu coração queria se perder nos braços de seu amado. Ouviu o coração.

Capítulo XLI – O coração tocava mais alto que o piano.

  Passaram-se as horas e ele ainda tinha sua cabeça presa nos passos daquele tango que era uma mescla de dor e sorrisos, junto com a voz doce e ensurdecedora do vulto. Queria mais. Buscava em casa canto do quarto algo que o fizesse reviver aquele momento, buscava com o mesmo desejo de quando abria a garrafa térmica que continha o café morno tão apreciado. Não encontrou nada.

  Passaram-se as horas e ela permanecia na cama observando à única parede sem móveis do quarto que tivera servido de fundo para a orquestra executar a melodia que a prendia no quarto e ainda ecoava pelos móveis. Manteve-se estática, não era preciso se mover para escutar a sequência de notas do piano, do violino e dos outros instrumentos. Seu cérebro queria se perder entre as notas musicais, seu coração queria se perder nos braços de seu amado. Ouviu o coração.

Capítulo XL – Tango transformado em milonga.
  Acordaram no mesmo horário, ainda tinham estrelas no céu. Piscaram de forma sincronizada sem ensaiar. No momento em que abriram os olhos novamente, havia uma orquestra e um baile de vultos com trajes de gala. Eram vulto do passado que eles conheciam bem e bailavam no mesmo ritmo e com a mesma elegância dos vultos do presente e do futuro, estes se misturavam e nenhum dos dois foi capaz de identificá-los e de prever seus movimentos da mesma forma que faziam com o passado. Os casais do futuro começaram a ficar mais claros, os do presente tinham tons de cinza, os do passado eram enegrecidos com tons pesados formando juntos um degrade de tristeza que estranhamente os agradava mais que a variação de cores do arco-íris.
  Um flash. Na casa dela restou apenas um vulto de tom claro que aparentava ser um homem, tirou-a para dançar, ela aceitou, bailaram em silêncio e quando se deu conta estava sozinha executando os passos de uma valsa.
  Um apagão. No quarto dele permaneceu um vulto com um vestido enegrecido, foi até a cama onde o pegou pela mão e começaram a dançar tango, ela contou todo o passado, todos os pensamentos, todas as verdades. Outro apagão e ele se encontrava sozinho em meio a sua organização, com aquele tango transformado em milonga.

Capítulo XL – Tango transformado em milonga.

  Acordaram no mesmo horário, ainda tinham estrelas no céu. Piscaram de forma sincronizada sem ensaiar. No momento em que abriram os olhos novamente, havia uma orquestra e um baile de vultos com trajes de gala. Eram vulto do passado que eles conheciam bem e bailavam no mesmo ritmo e com a mesma elegância dos vultos do presente e do futuro, estes se misturavam e nenhum dos dois foi capaz de identificá-los e de prever seus movimentos da mesma forma que faziam com o passado. Os casais do futuro começaram a ficar mais claros, os do presente tinham tons de cinza, os do passado eram enegrecidos com tons pesados formando juntos um degrade de tristeza que estranhamente os agradava mais que a variação de cores do arco-íris.

  Um flash. Na casa dela restou apenas um vulto de tom claro que aparentava ser um homem, tirou-a para dançar, ela aceitou, bailaram em silêncio e quando se deu conta estava sozinha executando os passos de uma valsa.

  Um apagão. No quarto dele permaneceu um vulto com um vestido enegrecido, foi até a cama onde o pegou pela mão e começaram a dançar tango, ela contou todo o passado, todos os pensamentos, todas as verdades. Outro apagão e ele se encontrava sozinho em meio a sua organização, com aquele tango transformado em milonga.

Capitulo XXXIV – Um sopro de vida
  Ela sorria intensamente, queria aquele CD há algum tempo. Mesmo sendo primavera fazia frio, naquela ocasião era bem vindo. Entraram e foram até o sofá onde sentaram e começaram a conversar, ela contou de seu dia, ele permanecia em silêncio observando o sorriso em cada palavra, nem prestou tanta atenção nas palavras, o sorriso o atraia mais. Jantaram ali mesmo e assistiram ao filme preferido dela, já sabiam todas as falas, mas nunca era a mesma emoção ao ver aquelas cenas que de certa forma já foram reproduzidas por eles.
  O filme acabou e ele partiu para sua casa, chegou e depois de ter feito tudo que precisava fazer. No momento em que tinha um livro em meio as suas mãos o celular acusava uma mensagem, era ela e esse era o conteúdo dela: “Sinto o meu coração batendo no mesmo ritmo que o teu, sinto ele sussurrando teu nome em cada batida, sinto você em cada parte de mim, e a única coisa que falta para sentir que tenho tudo é você deitado me abraçando no silêncio, apenas com a tua respiração se juntando com a minha, formando um único sopro de vida, a nossa vida.” Deitou sorrindo sem se quer abrir o livro.

Capitulo XXXIV – Um sopro de vida

  Ela sorria intensamente, queria aquele CD há algum tempo. Mesmo sendo primavera fazia frio, naquela ocasião era bem vindo. Entraram e foram até o sofá onde sentaram e começaram a conversar, ela contou de seu dia, ele permanecia em silêncio observando o sorriso em cada palavra, nem prestou tanta atenção nas palavras, o sorriso o atraia mais. Jantaram ali mesmo e assistiram ao filme preferido dela, já sabiam todas as falas, mas nunca era a mesma emoção ao ver aquelas cenas que de certa forma já foram reproduzidas por eles.

  O filme acabou e ele partiu para sua casa, chegou e depois de ter feito tudo que precisava fazer. No momento em que tinha um livro em meio as suas mãos o celular acusava uma mensagem, era ela e esse era o conteúdo dela: “Sinto o meu coração batendo no mesmo ritmo que o teu, sinto ele sussurrando teu nome em cada batida, sinto você em cada parte de mim, e a única coisa que falta para sentir que tenho tudo é você deitado me abraçando no silêncio, apenas com a tua respiração se juntando com a minha, formando um único sopro de vida, a nossa vida.” Deitou sorrindo sem se quer abrir o livro.

Capítulo XXXVIII – Teu aeroporto. Minha estação de trem.
  Desde que ele havia dado a rosa de presente a ela, não tinha mais feito surpresas e sentia falta daquele sorriso inesperado que era diferente do sorriso das palavras, beijos e abraços. Logicamente ele sabia que não conseguiria arrancar um sorriso tão belo quanto o da rosa com facilidade, também duvidava da existência de um sorriso mais bonito.
  Foi até uma loja de chocolates, comprou uma caixa sem nenhum chocolate amargo, conhecia todos os gostos dela. Passou na loja de CD’s de seu amigo, embora tivessem gostos musicais diferentes e sempre discutiam em tom sarcástico por alguns minutos, ele não pensou antes de comprar um CD da banda preferida dela.
  Já tinha tudo em mãos, decidiu escrever uma carta para ter algo inteiramente seu em mio aos agrados. As palavras contidas em um pedaço de papel parecido com este eram as seguintes:
    “Partiremos assim que o Sol der lugar para a Lua iluminar nosso céu, assim que o teu medo der lugar para minha ousadia. Não temos um rumo definido e nem precisamos de um, seguiremos juntos para qualquer lugar, pode ser Paris ou Porto Alegre. Pegaremos o trem na estação que acabo de criar, não tem paradas pela estação da dor, da preocupação, da saudade. Pararemos apenas no aeroporto dos teus sonhos, compraremos todas as passagens e faremos todos os vôos sem escalas. Quero ser o dono de teu aeroporto da mesma forma que tu és dona de minha estação. A parada final pode ser inesperada, pode ser já conhecida, pode ser criada agora, pode estar logo em seguida, pode ser a com que sonhaste, tem que ser com tu ao meu lado.”.

Capítulo XXXVIII – Teu aeroporto. Minha estação de trem.

  Desde que ele havia dado a rosa de presente a ela, não tinha mais feito surpresas e sentia falta daquele sorriso inesperado que era diferente do sorriso das palavras, beijos e abraços. Logicamente ele sabia que não conseguiria arrancar um sorriso tão belo quanto o da rosa com facilidade, também duvidava da existência de um sorriso mais bonito.

  Foi até uma loja de chocolates, comprou uma caixa sem nenhum chocolate amargo, conhecia todos os gostos dela. Passou na loja de CD’s de seu amigo, embora tivessem gostos musicais diferentes e sempre discutiam em tom sarcástico por alguns minutos, ele não pensou antes de comprar um CD da banda preferida dela.

  Já tinha tudo em mãos, decidiu escrever uma carta para ter algo inteiramente seu em mio aos agrados. As palavras contidas em um pedaço de papel parecido com este eram as seguintes:

    “Partiremos assim que o Sol der lugar para a Lua iluminar nosso céu, assim que o teu medo der lugar para minha ousadia. Não temos um rumo definido e nem precisamos de um, seguiremos juntos para qualquer lugar, pode ser Paris ou Porto Alegre. Pegaremos o trem na estação que acabo de criar, não tem paradas pela estação da dor, da preocupação, da saudade. Pararemos apenas no aeroporto dos teus sonhos, compraremos todas as passagens e faremos todos os vôos sem escalas. Quero ser o dono de teu aeroporto da mesma forma que tu és dona de minha estação. A parada final pode ser inesperada, pode ser já conhecida, pode ser criada agora, pode estar logo em seguida, pode ser a com que sonhaste, tem que ser com tu ao meu lado.”.

Capítulo XXXVII – Quebra de rotina.
  Sem influência do tempo ou do destino tiveram a primeira briga, não tinha motivo, era apenas para sair da rotina de sempre estar sorrindo sem preocupações e às vezes até sem motivo da mesma forma que o silêncio frio e duradouro. Não precisou de muito mais que três minutos para que eles o desfizessem com um beijo talvez não tão longo, mas foi o suficiente para voltarem sorrir e perceber como o gosto de voltar a sorrir após o silêncio era muito melhor. O único problema era transformar isso em uma rotina.

Capítulo XXXVII – Quebra de rotina.

  Sem influência do tempo ou do destino tiveram a primeira briga, não tinha motivo, era apenas para sair da rotina de sempre estar sorrindo sem preocupações e às vezes até sem motivo da mesma forma que o silêncio frio e duradouro. Não precisou de muito mais que três minutos para que eles o desfizessem com um beijo talvez não tão longo, mas foi o suficiente para voltarem sorrir e perceber como o gosto de voltar a sorrir após o silêncio era muito melhor. O único problema era transformar isso em uma rotina.

Capítulo XXXVI – “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.”
  Ao anoitecer encaminhou-se até a praça, tomou para si aquela flor que tivera visto florescer, fez isso se desculpando com a árvore que havia cuidado tão bem dela até aquele momento sublime de mostrá-la aos dois. Levou a flor junto com ele para casa, colocou-a em uma redoma para protegê-la de possíveis pragas e do vento a exemplo do Pequeno Príncipe, que cuidava de sua rosa assim como ele cuidava de sua amada que receberia aquela flor, como presente e como fragmento físico de uma bela memória.
  No dia seguinte foi vê-la e levou a flor, assim que ela abriu a porta ele recitou o seguinte trecho dito pela raposa: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.” E continuou com palavras próprias: “assim como o nosso amor, não o vemos, mas sentimos ele nos aquecendo no frio da solidão.” Naquele momento o sorriso dela não foi tão encantador como quando tivera visto a flor pela primeira vez, mas nem por isso era menos belo.
  Ela retribuiu com um beijo, seguiram para dentro, ele ficou na sala enquanto ela foi até o quarto guardar o precioso presente. O dia e a noite são opostos, de dia o tempo parou e para compensar essa gentileza, correu de noite, mas eles não reclamaram, estavam felizes demais para formular reclamações.

Capítulo XXXVI – “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.”

  Ao anoitecer encaminhou-se até a praça, tomou para si aquela flor que tivera visto florescer, fez isso se desculpando com a árvore que havia cuidado tão bem dela até aquele momento sublime de mostrá-la aos dois. Levou a flor junto com ele para casa, colocou-a em uma redoma para protegê-la de possíveis pragas e do vento a exemplo do Pequeno Príncipe, que cuidava de sua rosa assim como ele cuidava de sua amada que receberia aquela flor, como presente e como fragmento físico de uma bela memória.

  No dia seguinte foi vê-la e levou a flor, assim que ela abriu a porta ele recitou o seguinte trecho dito pela raposa: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.” E continuou com palavras próprias: “assim como o nosso amor, não o vemos, mas sentimos ele nos aquecendo no frio da solidão.” Naquele momento o sorriso dela não foi tão encantador como quando tivera visto a flor pela primeira vez, mas nem por isso era menos belo.

  Ela retribuiu com um beijo, seguiram para dentro, ele ficou na sala enquanto ela foi até o quarto guardar o precioso presente. O dia e a noite são opostos, de dia o tempo parou e para compensar essa gentileza, correu de noite, mas eles não reclamaram, estavam felizes demais para formular reclamações.